A arte de contar histórias e analisar dados

A arte de contar histórias e analisar dados

Há algum tempo ouvimos sempre alguém dizer que o comportamento do consumidor mudou e que, por isso, a forma de se comunicar também precisava mudar. As velhas interrupções no intervalo da novela já não são tão eficientes e a propaganda com certeza não é mais a alma de um negócio.

Se o consumo um dia foi uma simples reação à necessidade — seja ela real ou criada pela sociedade, hoje, ele é muito mais amplo que isso, é uma consequência de necessidade, desejo, afinidade e estilo de vida. E mais uma infinidade de variáveis.

A evolução dos meios de comunicação nos últimos 20 anos direcionou esta mudança e a comunicação entre marcas e consumidores se tornou muito mais complexa. Apresentar um produto apenas como a solução de um problema, custo-benefício ou a garantia de praticidade já não é o suficiente para a decisão de compra, o consumidor está preocupado com o que aquele produto pode dizer sobre ele. E isso reflete diretamente no marketing. Ou pelo menos deveria. Gastar tempo e dinheiro discutindo onde se divulgar já ficou para trás. Televisão, mídias sociais, sites, revistas, não importa onde sua marca está, o importante é saber como ser relevante e atingir o público-alvo.

E em meio a tudo isso, o conteúdo veio como a grande mudança na forma de se comunicar. E o primeiro passo foi entender que conteúdo é muito mais do que meras publicações nas Redes Sociais. Conteúdo é informação e isso vale ouro.

O consumidor não quer apenas saber a cor e o tamanho de um produto, ele quer saber os valores da marca, como foi feito, que estilo representa, quem usa e por aí vai. É a arte de contar histórias e ser mais humano.

Para ganhar mais espaço e se destacar, as marcas começaram a mostrar suas produções, introduzir “valores”, investir em imagens e associar seus produtos e serviços com pessoas que representassem o seu público. Reduziram o tamanho do logo, fizeram vídeos nas vertical, integraram online e offline e deram destaque à informação. Tudo para despertar identificação e desejo, chegar primeiro na tela do celular do usuário e ser a melhor opção de compra. Neste ritmo, produzir conteúdo foi quase algo instintivo e um jeito até mais fácil de fazer propaganda. E, com isso, acabamos vivendo um turbilhão de informações.

Tudo bem que a gente vive um período de entendimento do que é conteúdo e as marcas ainda estão descobrindo como fazer isso de forma correta e assertiva. Mas, não há mais dúvidas sobre o poder do conteúdo e sua transformação na comunicação. E aí, as mídias não ficaram paradas esperando, elas também se adaptaram e, com isso, ganhar espaço num universo recheado de informações não depende somente de uma foto bonita ou uma boa história.

Conteúdo é informação. Mas, como saber qual informação compartilhar, de qual forma, onde e para quem? Isso não depende apenas do desejo de construir relacionamentos e promover experiências, depende diretamente dos dados que utilizamos para fazer isso.

Se o foco do conteúdo é o usuário, são os dados que nos permitem entender seu comportamento e jornada de compra. Onde estão, que informação buscam, o que gostam de fazer, como realizam suas compras e,mais especificamente, quem são. Os dados são a base para elaborar estratégias, validar ideias, analisar resultados.

A produção de conteúdo qualificado atrai o público certo, aumenta o ROI (retorno sobre investimento) e garante que o usuário continue sendo o centro da comunicação e receba informação relevante.

Se uma marca não sabe com quem está falando, ela está dizendo nada a ninguém. Produzir conteúdo apenas para entregar conteúdo é pura e simples propaganda e pode ser tão interruptivo quanto um comercial no meio do filme da sessão da tarde.

Que histórias você anda contando ou lendo por aí?

renansantos

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