10 de maio de 2019

Em um debate no Dell Technologies World, especialistas revelam o que esperam da nova tecnologia de internet móvel

JONATHAN ZITTRAIN, PROFESSOR DA HARVARD LAW SCHOOL; CAROLINE CHAN, VICE-PRESIDENTE DE DATA CENTER DA INTEL; E ELIZA MCNITT, ESCRITORA E DIRETORA DE CINEMA; E JOHN ELLIS, FUNDADOR DA ELLIS & ASSOCIATES (FOTO: DIVUGAÇÃO)
JONATHAN ZITTRAIN, PROFESSOR DA HARVARD LAW SCHOOL; CAROLINE CHAN, VICE-PRESIDENTE DE DATA CENTER DA INTEL; E ELIZA MCNITT, ESCRITORA E DIRETORA DE CINEMA; E JOHN ELLIS, FUNDADOR DA ELLIS & ASSOCIATES (FOTO: DIVUGAÇÃO).

 

O 5G, a nova geração de internet móvel, promete muita coisa. Da construção de cidades inteligentes à popularização dos carros autônomos e conexão de qualquer tipo de objeto na web. Não à toa a tecnologia tem despertado a curiosidade de profissionais de todas as indústrias. Todo mundo quer entender o que será possível fazer com o 5G.

Tamanho interesse fez com do 5G um dos principais temas do Dell Technologies World, evento da Dell sobre tecnologia que termina nesta quarta-feira, 1/5, em Las Vegas. Atualmente, cerca de 20 países montam as primeiras redes do tipo, cuja velocidade é até 20 vezes maior do que as populares 4G. O Brasil está um passo atrás: ainda discute como será a implementação da inovação.

As empresas serão as grandes beneficiadas com o 5G, explica Caroline Chan, vice-presidente de data center da Intel. “A tecnologia foi pensada para o mercado corporativo: ela entrega segurança, estabilidade e alta velocidade, características que o 3G e o 4G não foram capazes de oferecer”, diz. “O resultado disso é que ela vai, certamente, acelerar a transformação digital dos negócios”.

Qualquer setor, conta Caroline, poderá acelerar inovações, principalmente de internet das coisas. As fazendas, por exemplo, poderão ter mais controle sobre as plantações; as fábricas, mais robôs e os escritórios, mais funções automatizadas por inteligência artificial. “Pense no seguinte: com a popularização do 5G, qualquer objeto será capaz de se comunicar”, diz. “O que vai nos colocar numa nova era”.

Reimaginação

O 5G vai exigir das empresas mudar processos internos e externos. A forma de lidar com o cliente será diferente, já que muitos terão assistentes pessoais para atividas mais triviais do dia a dia, como pedir comida ou comprar produtos. “Empresas vão precisar de ‘modos’ para lidar com máquinas”, diz Caroline.

O 5G também afetará os setores criativos. A mídia, o cinema e os artistas poderão explorar novas possibilidades.

Eliza McNitt, artista, diretora de cinema e escritora americana, é uma das entusiastas da tecnologia. Recentemente, ela usou diversas tecnologias para construir um dos seus curtas, chamado Spheres. Com óculos de realidade aumentada e sistemas de alto desempenho, ela criou uma imersão realista para a história, onde a pessoa se sentia parte do filme. “Com o 5G, eu poderei fazer isso em tempo real, em qualquer lugar do mundo”, diz. “O cinema, portanto, será em qualquer lugar. E as histórias poderão ser personalizadas.”

John Ellis, fundador e diretor administrativo da Ellis & Associates, um consultoria especializada em tecnologia, alerta: com o 5G, as empresas vão inovar, mas vão ter de participar de debates para novas leis e regulações. Se um carro autônomo cometer uma infração, a culpa é do dono do carro ou da empresa que o fabricou? Se um serviço ou produto médico com inteligência artificial falhar, quem vai responder pelo erro, o hospital ou o médico?

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