29 de maio de 2019

Startups unicórnios são empresas com valor de mercado de US$ 1 bilhão. Para ter sucesso, o negócio do empreendedor precisa resolver um problema real.

Uma “startup unicórnio” é um negócio com valor de mercado de US$ 1 bilhão. No Brasil, ainda são poucas empresas nesse time. Mas os investidores internacionais já estão de olho em candidatos brasileiros a entrar nesse clube de bilionários.

Fazendo um paralelo entre o mundo das startups e o do futebol, por exemplo, para empreendedores, os unicórnios são como Messi, Cristiano Ronaldo e Neymar, jogadores com alto potencial, únicos e raros.

O consultor Bruno Rondani comenta que hoje existem cerca de 10 mil startups no Brasil. E de todas essas, só 6 são unicórnios. São mais de 300 startups desse tipo no mundo, com grande concentração nos Estados Unidos e na China.

“O Brasil entrou no clube dos unicórnios, passou a gerar três, quatro por ano agora e há uma expectativa do mercado. Então é muito positivo pra toda a sociedade”, comenta o consultor.

A startup fundada pelo argentino Frederico Vega em 2013 está entre as promessas para se tornar unicórnio. É um aplicativo que conecta empresas que precisam transportar cargas a caminhoneiros e pequenas transportadoras.

Por exemplo, se o caminhão vai cheio para determinado lugar, ele pode voltar cheio também. Num país em que o transporte mais utilizado é o rodoviário, o potencial de faturamento da solução chamou atenção de investidores.

(Vídeo) – Startups entram na mira de investidores estrangeiros e país deve criar novos unicórnios

“A gente trouxe de fora US$ 90 milhões para o Brasil durante a pior crise econômica e política dos últimos tempos”, comenta Vega.

Hoje, são 250 mil caminhoneiros cadastrados no app e um faturamento anual de R$ 500 milhões.

“O empreendedor tem que tá olhando quanto a empresa dele vai valer. Mas ela tem que estar preocupada com o problema que ela resolve, tem que tá preocupada com o impacto que ela gera no negócio dela. Se o mercado, os clientes, os usuários de fato veem valor”, afirma o consultor Bruno Rondani.

O foco tem que ser claro: resolver um problema real. No caso das startups unicórnios, a boa notícia é que a América Latina e o Brasil, em especial, entraram de vez na mira dos investidores.

O consultor explica que houve um anúncio de um fundo importante, o Softbank, que fala de investir cheques na ordem de US$ 100 milhões e que eles já estão conversando com 140 empresas com esse potencial.

Daqui a quatro, cinco anos o Brasil deve produzir 20, 30 unicórnios por ano. No mercado, também já existem os “decacórnios”, startups avaliadas em mais de US$ 10 bilhões. Por enquanto, não tem nenhuma startup brasileira nesse time.

Fonte: G1 Globo (Economia) – Pequenas Empresas & Grandes Negócios

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